O técnico Gennaro Gattuso não escondeu a responsabilidade que carrega à frente da Seleção Italiana. Em entrevista coletiva, o comandante classificou o duelo contra a Irlanda do Norte, nesta quinta-feira (26), como o mais importante de sua carreira.
Pressionada após duas ausências consecutivas em Copas do Mundo, a Itália encara a repescagem europeia com a obrigação de voltar ao principal torneio do futebol mundial.
“Sinto como se tivesse um país nas costas. Há meses escuto: ‘Nos levem à Copa’. Estou preparado e não quero pensar no que pode dar errado”, afirmou Gattuso.
Desafio dentro e fora de campo
Além da carga emocional, o treinador destacou as dificuldades do confronto, especialmente nos detalhes táticos. Segundo ele, será fundamental saber sofrer e manter atenção redobrada nas jogadas aéreas.
“Precisamos competir, ter cuidado com a bola aérea e estar preparados para qualquer situação. É um jogo que exige concentração total”, analisou.
Fantasma das últimas eliminações
A Itália tenta evitar um novo capítulo negativo em sua história recente. Fora das Copas de 2018 e 2022, a Azzurra volta a disputar a repescagem sob forte pressão.
Para garantir vaga na Copa do Mundo FIFA de 2026, os italianos precisam superar a Irlanda do Norte e, depois, avançar diante do vencedor do confronto entre País de Gales e Bósnia. Um tropeço significaria mais uma ausência no Mundial.
Foco total no presente
Gattuso pediu para que o grupo deixe o passado para trás e concentre todas as energias no desafio imediato. “Ficar fora das últimas Copas foi um choque. Mas agora precisamos olhar para frente. Cabe a nós fazer o trabalho dentro de campo”, concluiu.
Em meio à pressão e à expectativa, a Itália entra em campo tentando transformar cobrança em motivação e dar o primeiro passo para retomar seu lugar entre as potências do futebol mundial.




