O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou que a entidade não tem poder para intervir em conflitos geopolíticos. A declaração ocorre em meio à discussão sobre a possibilidade de o Irã mandar seus jogos da Copa do Mundo de 2026 no México.
Durante reunião do Conselho da FIFA, Infantino reforçou que a prioridade é manter o planejamento original do torneio, que será disputado também nos Estados Unidos e no Canadá.
“Construir pontes”
O dirigente destacou o papel do futebol como ferramenta de união, mas deixou claro os limites da atuação da entidade.
“A FIFA não pode resolver conflitos geopolíticos, mas estamos comprometidos em usar o poder do futebol e da Copa do Mundo para construir pontes e promover a paz”, afirmou.
Infantino ainda ressaltou que a expectativa é de que todas as seleções participem dentro de um espírito de respeito e fair play, com o torneio seguindo o calendário previsto.
Entenda a polêmica
A discussão sobre uma possível mudança ganhou força após declarações do embaixador iraniano no México, Abolfazl Psedniddeh, que sugeriu que a seleção dispute suas partidas exclusivamente em território mexicano.
A preocupação da federação iraniana está relacionada à possibilidade de atuar nos Estados Unidos, onde parte dos jogos da fase de grupos será realizada. A tensão política entre os países levanta dúvidas sobre logística e segurança.
Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os iranianos seriam bem-vindos ao torneio, mas recomendou cautela em viagens ao país.
Desafio logístico
Uma eventual mudança de sede exigiria ajustes significativos por parte da FIFA, já que o calendário e a distribuição de jogos estão previamente definidos.
Apesar do cenário, a entidade mantém o discurso de normalidade e trabalha para que a Copa do Mundo de 2026 aconteça conforme o planejado, reunindo 48 seleções em um dos maiores eventos da história do futebol.




