O Campeonato Brasileiro de 2026 mantém sua fama de “devorador de técnicos”. Com apenas sete rodadas disputadas, a competição já registra sete treinadores demitidos, uma média exata de uma queda por rodada.
A saída mais recente foi a de Juan Pablo Vojvoda, do Santos, após a derrota para o Internacional, ampliando a lista e escancarando a pressão por resultados imediatos no futebol nacional.
Sete rodadas, sete demissões
1. Jorge Sampaoli (Atlético-MG)
Foi o primeiro a cair na temporada, ainda em fevereiro. O início irregular e o desgaste após a perda da Sul-Americana pesaram para sua saída.
2. Fernando Diniz (Vasco)
Demitido após sequência negativa em clássicos, não resistiu ao desgaste acumulado desde 2025, mesmo com investimento no elenco.
3. Juan Carlos Osorio (Remo)
Deixou o cargo após derrota no clássico contra o Paysandu, na final do Campeonato Paraense.
4. Filipe Luís (Flamengo)
A saída surpreendeu. Mesmo após uma goleada expressiva, divergências internas e instabilidade no desempenho motivaram a decisão.
5. Hernán Crespo (São Paulo)
Caiu apesar de bons números. O desgaste com a diretoria foi determinante para o fim da segunda passagem.
6. Tite (Cruzeiro)
Mesmo campeão mineiro, não resistiu ao início ruim no Brasileirão, com a equipe na parte de baixo da tabela.
7. Juan Pablo Vojvoda (Santos)
A demissão mais recente veio após nova derrota e uma sequência irregular. O argentino deixa o clube em meio a um ambiente de forte pressão interna e externa.
Pressão máxima desde o início
O cenário reforça uma tendência cada vez mais clara: a paciência com treinadores no Brasil está cada vez menor. Em 2026, o Brasileirão atinge um número simbólico logo nas primeiras rodadas e consolida a lógica de curto prazo que domina os bastidores.
Se o ritmo continuar, a temporada pode entrar para a história como uma das mais instáveis para técnicos na elite do futebol brasileiro.




