Um lance inusitado chamou atenção na vitória do Palmeiras sobre o Fluminense, pela 4ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na Arena Barueri, o time paulista deu o pontapé inicial nos dois tempos da partida.
O detalhe, que passou despercebido durante o jogo, gerou repercussão após o apito final. Pela regra, o Fluminense deveria ter iniciado o segundo tempo, mas, por desatenção geral da arbitragem e dos próprios jogadores, foi novamente o Palmeiras quem colocou a bola em jogo.
Jogador percebeu, mas não conseguiu intervir
O zagueiro Juan Freytes, do Fluminense, revelou que notou o erro ainda em campo, mas não conseguiu impedir o reinício da partida.
Segundo o defensor, qualquer tentativa de contestação poderia resultar em punição disciplinar.
“Eu percebi que o Palmeiras deu a saída duas vezes, mas o árbitro disse que eu não podia falar com ele, senão tomaria outro cartão. Tentei avisar, mas o jogo já tinha recomeçado”, relatou o jogador após a partida.
O que diz a regra?
De acordo com a IFAB, responsável pelas regras do futebol, a equipe que não inicia o primeiro tempo deve obrigatoriamente dar o pontapé inicial na etapa final.
Quando há irregularidades no procedimento, como neste caso, a orientação é clara: o tiro de saída deve ser repetido.
A única infração com punição específica ocorre quando o jogador que dá a saída toca na bola duas vezes antes de outro atleta, situação que resulta em tiro livre indireto.
Caso pode ir aos tribunais?
Para o ex-árbitro Carlos Eugênio Simon, o erro é considerado de procedimento e pode, sim, gerar questionamentos formais.
Segundo ele, existe a possibilidade de o caso ser levado à Justiça Desportiva, caso o Fluminense opte por contestar a partida. Ainda assim, a tendência é que o resultado de campo seja mantido.
“É um erro raro. Se houver protesto, pode ir ao tribunal, mas dificilmente muda o resultado”, avaliou.




