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Presidente do Benfica defende Prestianni após punição por racismo

A denúncia de racismo feita por Vinícius Júnior contra Gianluca Prestianni, durante o duelo entre Benfica e Real Madrid, pela Liga dos Campeões da UEFA, ganhou novos desdobramentos nesta terça-feira (24). O presidente do clube português, Rui Costa, saiu publicamente em defesa do atacante argentino, suspenso pela entidade europeia para o jogo de volta.

Em entrevista no Aeroporto de Lisboa antes da viagem para Madri, o dirigente questionou a decisão e afirmou que não há comprovação do ocorrido. Segundo ele, a ausência de Prestianni pesa em um confronto decisivo.

Defesa pública e críticas à punição

Rui Costa foi enfático ao afirmar que confia no jogador e rejeitou qualquer associação de Prestianni ao racismo.

“Entendemos que nada está provado e não se justifica a ausência do jogador nesta partida”, declarou. O presidente reforçou ainda que o atleta “é tudo, menos racista”, destacando o conhecimento interno que o clube tem sobre o caráter do argentino.

O dirigente também criticou a postura da UEFA, apontando falta de critério em decisões disciplinares. Como exemplo, citou um lance envolvendo Federico Valverde, que, segundo o Benfica, deveria ter sido punido após um suposto episódio de agressão no jogo de ida.

Entenda o caso envolvendo Vini Jr.

A confusão começou logo no início do segundo tempo, quando Vinícius Júnior marcou para o Real Madrid e, na comemoração, gerou reação dos jogadores do Benfica. Em meio ao tumulto, o brasileiro relatou ao árbitro François Letexier ter sido chamado de “macaco”, apontando Prestianni como autor da ofensa.

O episódio levou à ativação do protocolo antirracismo e à paralisação momentânea da partida. Após conversas entre arbitragem e capitães, o jogo foi retomado sem punições imediatas em campo.

Durante o restante da partida, Vinícius passou a ser vaiado pela torcida presente no Estádio da Luz sempre que tocava na bola.

Versões opostas e decisão da UEFA

Prestianni negou as acusações em publicação nas redes sociais, afirmando ter sido mal interpretado e alegando, inclusive, ter recebido ameaças de jogadores do Real Madrid.

Já Vinícius Júnior criticou duramente o protocolo antirracista da UEFA, afirmando que “de nada serviu”, além de questionar decisões da arbitragem durante o jogo.

Na última segunda-feira (23), a UEFA anunciou a suspensão provisória de Prestianni para o jogo de volta, alegando violação, em análise inicial, do artigo que trata de comportamento discriminatório. O caso segue em investigação e ainda aguarda decisão final.

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