O Santos Futebol Clube estuda acionar o Esporte Clube Vitória na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) para cobrar cerca de R$ 3,6 milhões (600 mil euros) referentes a parcelas atrasadas da venda do atacante Lucas Braga, concretizada no ano passado.
A movimentação acontece em meio a um cenário delicado envolvendo o jogador, que teve sua rescisão publicada no BID e acabou sendo reprovado nos exames médicos antes de um possível empréstimo ao Fortaleza.
Problema de saúde não altera cobrança
Durante a avaliação clínica, foi identificado um problema cardíaco que levanta dúvidas sobre a continuidade da carreira do atleta. Apesar disso, o Santos entende que a situação médica não interfere no acordo firmado com o clube baiano.
Amparado pelo contrato de venda definitiva, o departamento jurídico do Peixe já realizou diversas tentativas de contato com o Vitória, sem sucesso até o momento.
Parcelas em atraso
Os valores cobrados pelo Santos estão divididos em duas pendências:
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300 mil euros: vencidos em 30 de setembro, referentes à compra dos direitos econômicos
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300 mil euros: vencidos em 7 de janeiro, como bônus pela permanência do Vitória na Série A
Diante da falta de retorno, o clube paulista não descarta levar o caso à CNRD, instância ligada à Confederação Brasileira de Futebol.
Vitória admite dívida, mas tenta ganhar tempo
Do lado do Vitória, a diretoria reconhece o débito, mas adota uma postura cautelosa antes de qualquer pagamento.
A prioridade do clube é resolver as pendências com o próprio jogador após a rescisão e o diagnóstico médico. Só depois disso, a ideia é abrir negociação com o Santos, inclusive para discutir prazos das parcelas futuras.
Enquanto isso, o Peixe busca acelerar a entrada de recursos e pode endurecer a disputa nos bastidores para garantir o recebimento dos valores devidos.




