O Mineirão foi palco de mais um capítulo amargo para o torcedor do Cruzeiro. Mesmo abrindo o placar com um golaço de Matheus Pereira, a Raposa não sustentou a vantagem, levou a virada do Coritiba por 2 a 1 e saiu de campo sob uma chuva de vaias na noite desta sexta-feira (6), pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Joaquin Lavega e Breno Lopes marcaram os gols que selaram o triunfo do Coxa e aprofundaram a crise celeste.
A derrota fez a pressão sobre Tite atingir um novo patamar. Durante o jogo e após o apito final, a torcida protestou abertamente contra o treinador, insatisfeita não só com o início desastroso no Brasileirão, mas também com a campanha irregular no Campeonato Mineiro, em que o clube corre risco real de não chegar às semifinais.
Na tabela, o cenário é preocupante: o Cruzeiro segue na lanterna, sem nenhum ponto somado, depois de já ter sido goleado por 4 a 0 pelo Botafogo na estreia. O Coritiba, por sua vez, respirou aliviado, deixou a zona de rebaixamento e subiu para a 11ª colocação, com três pontos.
Primeiro tempo: pintura de Matheus Pereira e resposta no apagar das luzes
Empurrado por um Mineirão cheio, o Cruzeiro começou tentando impor seu ritmo. A recompensa veio aos 19 minutos, em um lance de pura categoria: Matheus Pereira recebeu fora da área, ajeitou e soltou um chute indefensável, que morreu no ângulo e incendiou o estádio.
O gol, porém, não trouxe tranquilidade. O Coritiba foi ganhando campo, apostando em transições rápidas, enquanto a Raposa demonstrava insegurança para controlar o jogo.
E quando o intervalo se aproximava, veio o golpe. Aos 45 minutos, Joaquin Lavega aproveitou uma desatenção defensiva e deixou tudo igual, esfriando o Mineirão e mudando o clima da partida.
Segundo tempo: castigo precoce e revolta nas arquibancadas
Mal a bola voltou a rolar e o Cruzeiro já sofreu outro baque. Aos 8 minutos, Breno Lopes apareceu bem na área e finalizou com precisão para virar o jogo para o Coritiba, colocando o Coxa em vantagem e aumentando a tensão no estádio.
A Raposa tentou reagir, teve mais posse de bola e buscou o ataque, mas esbarrou na própria ansiedade e na organização defensiva dos paranaenses. As chances criadas não foram suficientes para evitar mais um tropeço, e a cada minuto as vaias se tornavam mais altas.
Quando o árbitro Bruno Arleu de Araújo apitou o fim da partida, o cenário era de revolta: protestos, gritos e um ambiente pesado, reflexo de um time que não consegue responder dentro de campo.




