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Tite vive início turbulento no Cruzeiro após sequência de derrotas

O começo de 2026 está longe do que a torcida do Cruzeiro imaginava. Depois de chegar à terceira derrota consecutiva, o técnico Tite passou a conviver com um ambiente cada vez mais pressionado dentro do clube. Em apenas seis jogos oficiais, o time já acumula quatro derrotas, um sinal de alerta ligado no Parque Celeste.

As quedas para o Atlético-MG, no clássico, e para o Botafogo, pela estreia no Campeonato Brasileiro, ampliaram a turbulência. A goleada sofrida no Nilton Santos, por 4 a 0, foi especialmente dolorosa, não apenas pelo placar, mas pelo peso histórico que carregou.

O Cruzeiro não perdia por quatro gols de diferença desde 3 de novembro de 2012, quando foi derrotado pelo Santos pelo mesmo placar. Para piorar, o revés também encerrou outro jejum: o Botafogo não vencia o Cruzeiro há quase dez anos. A última vitória do Glorioso sobre a Raposa havia sido em 11 de setembro de 2016.

Um janeiro para esquecer

Os números ajudam a explicar o clima de desconfiança. O aproveitamento de Tite neste início de temporada é de apenas 33,3%. Em seis partidas disputadas em 2026, o treinador soma duas vitórias e quatro derrotas, desempenho muito abaixo do esperado para um elenco montado para brigar no topo.

Entre os tropeços mais pesados estão:

  • Democrata-GV 1 x 0 Cruzeiro – Campeonato Mineiro

  • Atlético-MG 2 x 1 Cruzeiro – Campeonato Mineiro

  • Botafogo 4 x 0 Cruzeiro – Campeonato Brasileiro

Tite admite erro e fala em perda de confiança

Após o vexame no Rio de Janeiro, Tite não fugiu da responsabilidade. Em entrevista coletiva, o treinador reconheceu que a decisão de poupar titulares nas primeiras rodadas do Campeonato Mineiro pode ter custado caro.

Segundo ele, a falta de ritmo e de confiança acabou se refletindo diretamente no desempenho do time:

“Essa verticalidade, não queremos perder. Mas essa retomada desse estágio de trabalho, estou tendo dificuldade de buscar de novo. Talvez os próprios resultados tenham retirado a confiança um pouco maior num momento mais decisivo, do acerto, da efetividade. Uma coisa puxa a outra: essa falta de ritmo gera dificuldade no acabamento, em transformar em gol.”

Hora de reagir

Sem muito tempo para lamentar, o Cruzeiro agora tenta virar a chave. No domingo (1), às 20h, a Raposa encara o Betim, pela 6ª rodada do Campeonato Mineiro, em um jogo que ganha contornos de decisão. Uma vitória pode aliviar a pressão; outro tropeço, porém, promete deixar o ambiente ainda mais inflamado.

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