Enquanto a tendência “2016 é o novo 2026” domina as redes sociais, vale a pena revisitar como os clubes brasileiros estavam há dez anos. Algumas equipes desfrutavam de momentos de glória; outras enfrentavam crises e reconstruções. Vamos relembrar, clube por clube, a temporada de 2016.
Flamengo
O Flamengo ainda não havia se consolidado como o “papa-títulos” que se tornou nos últimos anos. Em 2016, a temporada foi marcada por decepções: eliminado na segunda fase da Copa do Brasil pelo Fortaleza, quarto lugar no Carioca, derrota precoce na Sul-Americana para o Palestino e apenas terceiro lugar no Campeonato Brasileiro. As boas notícias foram a artilharia de Paolo Guerrero e a chegada de Diego Ribas, que sinalizava o início de uma nova era no clube.
Corinthians
Depois do título brasileiro de 2015, o Corinthians viveu um ano difícil em 2016. O técnico Tite deixou o clube rumo à Seleção Brasileira, enquanto jogadores importantes como Renato Augusto, Jadson e Vagner Love também se despediram. O time foi eliminado nas semifinais do Paulistão pelo Audax, nas oitavas de final da Libertadores pelo Nacional e nas quartas da Copa do Brasil pelo Cruzeiro. O Brasileirão terminou em 7º lugar, deixando o clube em reconstrução.
Palmeiras
Enquanto tropeçava no Paulistão, o Palmeiras encontrou redenção no Brasileirão. Após 22 anos sem título, o Verdão conquistou o campeonato nacional com uma rodada de antecedência, superando a Chapecoense com um gol de Fabiano, no Allianz Parque. A temporada também teve frustração: eliminação nas quartas de final da Copa do Brasil para o Grêmio, em casa. Foi, porém, um ano de glória histórica para o clube.
Santos
O centenário da Vila Belmiro marcou 2016 para o Santos. Entre despedidas de ídolos como Léo e Giovanni e a saída de Gabigol, o clube conquistou o Campeonato Paulista. Apesar disso, terminou o Brasileirão atrás do Palmeiras, com 71 pontos, garantindo apenas a vaga na Libertadores após cinco anos de espera. A temporada destacou-se por manter o prestígio histórico do clube, mesmo em um ano de transição.
São Paulo
O Tricolor teve 2016 marcado por campanhas medianas. No Paulista, caiu nas quartas de final para o Audax; na Copa do Brasil, foi eliminado pelo Juventude. O único ponto positivo veio da Libertadores, onde avançou até as semifinais, sendo derrotado pelo Atlético Nacional. O Brasileirão terminou em 10º lugar, refletindo um período de reconstrução.
Botafogo
O Alvinegro carioca viveu altos e baixos em 2016. Depois de um início ruim, com eliminação na Copa do Brasil pelo Cruzeiro e vice-campeonato no Carioca para o Vasco, o time conseguiu uma recuperação impressionante no Brasileirão, garantindo vaga na Libertadores. O auxiliar Jair Ventura assumiu o comando após a saída de Ricardo Gomes e venceu 12 de 20 partidas. Destaque para Sassá, artilheiro com 16 gols.
Mirassol
O pequeno clube do interior de São Paulo ainda era modesto em 2016. Disputou apenas a Série A2 do Campeonato Paulista e a Copa Paulista. Garantiu o acesso à elite estadual como vice-campeão da Série A2, mas foi eliminado nas quartas da Copa Paulista. Para um time que hoje disputa a Libertadores, foi um período de consolidação.
Atlético-MG
Com grandes contratações, incluindo Robinho e Fred, o Galo disputou Primeira Liga, Mineiro, Libertadores, Copa do Brasil e Brasileirão, mas sem conquistar títulos. Foi vice-campeão do Mineiro para o América-MG e perdeu a final da Copa do Brasil para o Grêmio. Apesar da quantidade de jogos, 2016 terminou como um ano de frustração.
Vasco
Em 2016, o Vasco conquistou o bicampeonato carioca, mas enfrentou o drama do acesso à Série A, garantindo a vaga apenas na última rodada. Sob comando de Jorginho e com Nenê liderando o meio de campo, o clube viveu momentos de tensão e alegria, mantendo uma memória positiva para os torcedores.
Cruzeiro
O destaque do Cruzeiro foi individual: o jovem uruguaio Giorgian De Arrascaeta, com 22 anos, brilhou com 14 gols e 18 assistências, mostrando seu talento que seria reconhecido anos depois no Flamengo. O time não conquistou títulos em 2016, mas o surgimento de Arrascaeta foi um ponto alto.
Fluminense
O Flu viveu um ano de decepções. O ídolo Fred saiu para o Atlético-MG; o clube caiu nas semifinais do Carioca para o Botafogo, foi eliminado nas oitavas da Copa do Brasil pelo Corinthians e terminou 13º no Brasileirão, com uma sequência de 10 jogos sem vitória.
Internacional
Um ano de contrastes: começou em êxtase com o hexacampeonato gaúcho e título da Recopa Gaúcha, mas terminou em tragédia com o rebaixamento histórico para a Série B. O adeus temporário de D’Alessandro também marcou o ano.
Grêmio
O Imortal iniciou 2016 com quedas no Gauchão e na Libertadores, mas encerrou o ano com o título da Copa do Brasil, encerrando um jejum de 15 anos. A temporada também ficou marcada pelo icônico “Gre-Nal do trator”, com a vitória histórica sobre o Internacional.
Athletico-PR
O Furacão teve um ano positivo: campeão do Paranaense com 5 a 0 no agregado sobre o Coritiba e sexto lugar no Brasileirão, garantindo vaga na Libertadores. O elenco contava com jogadores de destaque, como Weverton, Santos, Thiago Heleno e a chegada de Lucho González.
Bahia
O Tricolor baiano não conquistou títulos, mas garantiu o acesso à Série A na última rodada da Série B. O vice-campeonato baiano para o Vitória e a eliminação na semifinal da Copa do Nordeste marcaram o ano.
Bragantino
Um ano difícil: eliminado nas quartas da Série A2 do Paulista e penúltimo na Série B, culminando no rebaixamento. Em 2019, o clube foi adquirido pela Red Bull e, em 2026, disputa a Série A e a Sul-Americana.
Chapecoense
2016 foi histórico e trágico. Campeã do Catarinense e finalista da Sul-Americana, a equipe sofreu o acidente aéreo que matou 71 pessoas. Em homenagem, a Chapecoense foi declarada campeã continental, deixando uma memória duramente marcada.
Coritiba
Vice-campeão do Campeonato Paranaense, terminou 15º na Série A e foi eliminado na segunda fase da Copa do Brasil. Teve seu melhor desempenho histórico na Copa Sul-Americana, chegando às quartas de final.
Remo
Um ano difícil: quarto lugar no Estadual, eliminação na semifinal da Copa Verde e na primeira fase da Copa do Brasil e Série C. Contava com jogadores experientes como Fernando Henrique, Wellington Saci e Edno, mas não conseguiu se destacar.
Vitória
Conquistou o Campeonato Baiano sobre o Bahia, mas terminou o Brasileiro na 16ª colocação, escapando do rebaixamento na última rodada. O atacante Marinho foi destaque com 21 gols.
Outros clubes que estavam na Série A em 2016
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Ponte Preta: 8º no Brasileiro; atualmente enfrenta crise financeira.
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Sport: Vice pernambucano; terminou 14º no Brasileiro, diferente do desastre de 2025.
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Figueirense: Último ano na Série A; mergulhou em crise e quase caiu para a Série D.
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América-MG: Campeão mineiro, mas lanterna do Brasileiro; fora da elite desde 2023.
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Santa Cruz: Campeão pernambucano e da Copa do Nordeste; rebaixado à Série C, onde permanece em 2026.




