O apito final soou para mais um nome do futebol nacional. O Oeste é oficialmente o mais novo clube extinto do Brasil. As duas versões rubro-negras, em Itápolis e Barueri, ficaram no passado, encerrando uma trajetória que terminou com o surgimento do Osasco Sporting, agora de cores azulinas. O antigo Rubrão passa a habitar o museu da memória esportiva, ao lado de times que já viveram glórias, mas hoje não têm presente, e, em muitos casos, tampouco futuro.
Entre extinções definitivas e longos períodos de inatividade, o futebol brasileiro coleciona histórias interrompidas por crises financeiras, má gestão, mudanças de cidade e projetos que ruíram. Em meio a saudade e nostalgia, relembramos dez clubes de passado marcante que desapareceram do mapa.
Grêmio Barueri-SP (extinto)
Fundado em 1989, o Grêmio Barueri viveu ascensão meteórica. Chegou à Série A do Brasileirão em 2009 e disputou a elite paulista a partir de 2007, revelando e reunindo nomes como Pedrão, Val Baiano, Ralf e Fernandinho. A transformação em clube-empresa, disputas políticas e a mudança para Presidente Prudente marcaram o início do colapso. Rebaixamentos sucessivos culminaram no fechamento em 2016. Tentativas de retorno fracassaram, e o clube encerrou as atividades.
15 de Novembro de Campo Bom-RS (inativo)
Fundado em 1911, chocou o país na Copa do Brasil de 2004 ao chegar à semifinal sob o comando de Mano Menezes, eliminando o Vasco no caminho. Vice-campeão gaúcho três vezes, sucumbiu a problemas financeiros e não joga desde 2008. O futebol profissional foi encerrado em 2015, embora o clube siga ativo em outras modalidades.
Grêmio Esportivo Novorizontino-SP (extinto)
Vice-campeão paulista em 1990 e campeão da Série C em 1994, decretou falência em 1999. Apesar da semelhança de nome, escudo e cores, não tem vínculo jurídico com o atual Novorizontino, fundado em 2010. O antigo clube ficou como lembrança de uma era dourada no interior paulista.
Mogi Mirim-SP (inativo)
Quase centenário, o Sapão brilhou nos anos 1990 com o “Carrossel Caipira” e um jovem Rivaldo. Viveu bons momentos recentes, com Troféu do Interior em 2012 e Série B em 2015, mas afundou em dívidas e rebaixamentos. Sem jogos profissionais desde 2023, enfrenta ações judiciais e ameaça de leilão do estádio.
Salgueiro-PE (inativo)
Único clube do interior campeão pernambucano, o Carcará viveu o auge em 2020 ao vencer o Santa Cruz no Arruda. Crises financeiras levaram à desistência do estadual e à paralisação das atividades. Em 2026, completará três anos sem jogar, ainda alimentando promessas de retorno.
Guaratinguetá-SP (extinto)
Fundado em 1998, alcançou a semifinal do Paulistão em 2008 e disputou a Copa do Brasil. Virou empresa, mudou-se para Americana e não resistiu: faliu em 2017 após uma queda tão rápida quanto a ascensão.
Atlético Sorocaba-SP (inativo)
Conhecido por revelar Fernando Diniz como técnico, viveu bons anos sob a gestão do reverendo Sun Myung Moon, com elite estadual, Copa Paulista e até excursão à Coreia do Norte. Após a morte do dirigente, perdeu apoio e está inativo desde 2016. O CT virou a principal fonte de renda.
Pinheiros e Colorado-PR (extintos)
Tradicionais de Curitiba, ambos fundados em 1971 e campeões estaduais, se fundiram em 1989 e deram origem ao Paraná Clube, que herdou estrutura e protagonismo, chegando à Libertadores em 2007.
Linhares EC-ES (extinto)
Tetracampeão capixaba e semifinalista da Copa do Brasil de 1994, eliminando o Fluminense, o Corujão caiu por má gestão e encerrou atividades em 2002. Um novo Linhares surgiu depois, sem relação direta.
JMalucelli-PR (extinto)
Também conhecido como Malutrom e Corinthians Paranaense em diferentes fases, teve auge em 2000 ao enfrentar o Cruzeiro na Copa João Havelange. Problemas financeiros e punições esportivas culminaram no fechamento definitivo após 2017.




