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Diretor do Botafogo esclarece transfer ban

Presente na coletiva de apresentação do técnico Martín Anselmi, o diretor de gestão esportiva do Botafogo, Alessandro Brito, trouxe atualizações importantes sobre um dos temas mais sensíveis do momento alvinegro: o transfer ban imposto ao clube. Ausente por compromissos pessoais e profissionais, John Textor não participou da entrevista, mas teve sua situação contextualizada pelo dirigente.

Em tom sereno e otimista, Brito afirmou que o clube está empenhado em resolver o problema, embora ainda existam entraves a serem superados. Segundo ele, as pendências envolvem a MLS (liga dos Estados Unidos), além de questões jurídicas e garantias financeiras, o que exige cautela e planejamento.

“Já sabíamos dessa situação desde outubro e, desde então, estamos trabalhando de forma incansável para resolver o quanto antes. Não é algo simples. Envolve MLS, termos jurídicos, garantias… Queremos fazer tudo da maneira correta, para que o clube fique estável e seguro para os próximos meses de contratação”, explicou Brito, sem cravar um prazo definitivo para a liberação.

O dirigente também destacou o momento de amadurecimento institucional vivido pelo Botafogo, especialmente após mudanças estruturais ocorridas no último ano.

“Nosso departamento jurídico vem trabalhando bastante. Hoje, o clube vive uma realidade de andar com as próprias pernas desde o meio do ano passado. Sabemos que houve aquela ruptura entre John Textor, Eagle e Ares, e isso também faz parte do contexto que estamos administrando”, completou.

Mercado aquecido e elenco valorizado

Ao longo da coletiva, Alessandro Brito também chamou atenção para o assédio do mercado sobre o elenco alvinegro. Segundo ele, a última janela de transferências evidenciou o quanto o grupo é valorizado. O Botafogo, inclusive, já negociou Marlon Freitas, e outros nomes importantes estiveram no radar de clubes rivais.

Savarino, por exemplo, ficou próximo de se transferir para o Fluminense, enquanto Alexander Barboza foi sondado por outras equipes. Para Brito, esse cenário, apesar de exigir eventuais vendas, também reforça o bom trabalho realizado.

“É uma situação em que, no dia a dia, muitas vezes é necessário vender alguns jogadores. Mas esse é o lado positivo. Essa janela mostrou o quanto nosso elenco é qualificado e como o clube está preparado para seguir seu caminho com autonomia”, analisou.

O dirigente foi além e revelou um dado impressionante sobre o interesse externo no plantel alvinegro.

“Posso dizer que tivemos propostas por cerca de 90% dos jogadores do elenco. Isso mostra a qualidade do grupo e o caminho que o Botafogo está trilhando”, concluiu.

Por que o Botafogo está no transfer ban?

O Botafogo foi punido com o transfer ban pela Fifa devido ao não pagamento de parcelas referentes à contratação de Thiago Almada junto ao Atlanta United, dos Estados Unidos. Enquanto a dívida não for quitada, o clube fica impedido de inscrever novos jogadores. A diretoria, no entanto, garante que trabalha nos bastidores para resolver a situação e devolver ao Glorioso plena liberdade no mercado.

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