Publicidade

Notícias

Senegal pode sofrer gancho pesado e corre risco de perder a Copa de 2026

A conquista do título da Copa Africana de Nações pode sair caro para Senegal. Jogadores e membros da comissão técnica da seleção africana correm o risco de sofrer duras punições após abandonarem o gramado durante a decisão do torneio. Segundo o jornal espanhol As, os envolvidos podem receber suspensões que variam de quatro a seis jogos, sanção que pode impactar diretamente a caminhada rumo à Copa do Mundo de 2026.

Além do possível gancho, o regulamento da competição prevê multas que podem variar entre 50 mil euros (cerca de R$ 312,3 mil) e 100 mil euros (aproximadamente R$ 624,6 mil). Apesar da gravidade do episódio, a vaga de Senegal no Mundial não está ameaçada até o momento.

A repercussão do caso foi imediata. A Real Federação Marroquina de Futebol anunciou nesta segunda-feira (19) que entrará com medidas legais junto à Confederação Africana de Futebol (CAF) e à Fifa, alegando abandono de campo por parte de Senegal durante a final. Presente no estádio, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, se manifestou de forma contundente e condenou publicamente a atitude dos Leões de Téranga.

“Testemunhamos cenas inaceitáveis no campo e nas arquibancadas. Condenamos veementemente o comportamento de alguns jogadores e membros da comissão técnica senegalesa”, afirmou Infantino.

“É inaceitável deixar o campo de jogo desta forma. A violência e o desrespeito às Leis do Jogo não podem ser tolerados no nosso esporte”, completou.

O incidente

A confusão teve início nos acréscimos do segundo tempo, quando o placar ainda marcava 0 a 0. Após revisão do VAR, a arbitragem assinalou um pênalti controverso a favor do Marrocos, anfitrião da competição, por uma falta de Diouf em Brahim Díaz.

Revoltados com a decisão, e alegando que um gol legítimo havia sido anulado minutos antes, os jogadores de Senegal, orientados pelo técnico Pape Thiaw, deixaram o campo em protesto. A partida ficou paralisada por quase 20 minutos, em meio a cenas de tensão envolvendo atletas, comissões técnicas e seguranças.

Apesar do retorno ao gramado, com Édouard Mendy defendendo a cobrança de pênalti de Brahim Díaz, e da conquista do título na prorrogação com gol de Pape Gueye, o episódio gerou forte condenação internacional e colocou a celebração senegalesa sob uma nuvem de incertezas.

Em pronunciamento oficial, Gianni Infantino reforçou que atitudes como a ocorrida não têm espaço no futebol e cobrou medidas disciplinares firmes por parte da CAF.

“As cenas feias testemunhadas hoje devem ser condenadas e nunca repetidas. Elas não têm lugar no futebol, e espero que os órgãos disciplinares relevantes da CAF tomem as medidas adequadas”, declarou o presidente da Fifa.

Publicidade

Publicidade