A tão aguardada revolução tecnológica no Campeonato Brasileiro vai ter que esperar. A CBF não conseguirá implementar, neste momento, o uso do impedimento semiautomático na Série A. A expectativa era iniciar o Brasileirão já com a nova ferramenta a partir do dia 28 de janeiro, data marcada para a largada da competição, mas o plano acabou sendo freado nos bastidores.
De acordo com informações do jornalista Lauro Jardim, o principal obstáculo está nas dificuldades logísticas para a compra dos equipamentos e na adaptação dos estádios dos 20 clubes que disputam a elite do futebol brasileiro. A complexidade da operação inviabilizou a instalação completa dentro do prazo previsto.
A implementação do sistema está sob responsabilidade da Genius Sports, empresa que também opera a tecnologia na Premier League. No entanto, a companhia não conseguirá instalar o aparato necessário em todos os estádios da Série A a tempo do início do campeonato.
Diante do cenário, a CBF optou pela cautela: o impedimento semiautomático só será utilizado quando estiver disponível para todas as partidas de uma mesma rodada do Brasileirão, garantindo igualdade de condições e evitando polêmicas.
Como funciona o impedimento semiautomático?
O sistema utiliza um avançado conjunto de câmeras de alta velocidade, posicionadas ao redor do campo, além de sensores instalados dentro da bola. Essas câmeras captam, em tempo real, a posição exata dos jogadores, enquanto o sensor identifica o momento preciso do toque.
Com essas informações, o sistema gera uma animação em 3D que aponta se o atacante estava ou não à frente do último defensor no lance analisado. O VAR recebe os dados e valida a jogada, tornando a decisão mais rápida, precisa e transparente.




