O Cruzeiro apresentou oficialmente, na tarde desta terça-feira (13), o seu mais novo reforço para a temporada: o meio-campista Gerson. Em uma coletiva marcada por emoção, sinceridade e declarações fortes, o jogador vestiu a camisa 97 e explicou os motivos que o levaram a retornar ao futebol brasileiro para defender a Raposa.
Inicialmente, o plano de Gerson era claro: voltar ao futebol russo após o período de férias. No entanto, o cenário mudou completamente quando surgiu a oportunidade de atuar pelo Cruzeiro. Segundo o próprio atleta, a investida celeste foi tão contundente que ele deu “carta branca” para seus representantes fecharem o acordo o quanto antes.
“Quando cheguei nas férias, o pensamento era voltar para a Rússia. Chegou um momento que eu achei que não daria certo. Foi difícil, até pela pedida. Já estava comprando passagem para voltar pra lá. Até que um dia meu telefone tocou, o presidente me ligou falando que tinha um avião indo me buscar”, revelou Gerson.
Projeto, esforço e peso da camisa
O volante também destacou que o projeto esportivo apresentado pela diretoria cruzeirense foi decisivo para a escolha. Para ele, a ambição do clube e o esforço nos bastidores tornaram a proposta impossível de recusar.
“Um projeto irrecusável. O que me fez aceitar o projeto também foi todo o esforço feito. O Tite também foi muito importante. Quando tem um esforço muito grande, isso é levado em consideração. Clube gigante, não estamos falando de qualquer um”, pontuou o camisa 97.
Olho no mural de ídolos
Já ambientado à Toca da Raposa, Gerson contou que tem observado com atenção o mural de ídolos instalado no centro de treinamentos, que reúne imagens de jogadores históricos e suas conquistas pelo clube. Para ele, o painel funciona como combustível diário.
“Toda vez que treino ali, olho que tem umas fotos de jogadores, do que eles ganharam. A minha vontade é, daqui alguns anos, ter foto minha lá também”, afirmou.
Emoção e gratidão à família
Um dos momentos mais marcantes da coletiva veio quando Gerson falou sobre o pai, Marcão. Em meio à emoção, o jogador rebateu críticas sobre a influência paterna em sua carreira e relembrou as dificuldades enfrentadas no passado.
“Ele estava comigo quando a gente não tinha o que comer. Não é agora que eu vou deixar ele. Podem falar o que quiser. Eu não ligo. Minha prioridade sempre vai ser minha família. Eu sei de onde eu vim, sei onde estou e onde quero chegar”, desabafou.




