Publicidade

Notícias

Bahia, Internacional e Coritiba ficam sem patrocínio máster de casas de apostas; outros times também perdem

O Brasileirão 2026 começa com mudanças importantes no cenário comercial: Bahia, Internacional e Coritiba são os últimos times da Série A a ficarem sem patrocínio máster de casas de apostas, se somando a Grêmio, Santos e Vasco, que já haviam encerrado vínculos com o segmento. Com isso, cerca de 30% da elite do futebol brasileiro inicia a temporada sem parceiro principal estampado no uniforme.

No Brasileirão 2025, 19 dos 20 clubes contavam com patrocínio de plataformas de apostas. A única exceção era o Red Bull Bragantino, que mantém a marca da própria empresa energética no espaço mais nobre da camisa.

Motivos dos encerramentos

O Bahia negocia a rescisão com a Viva Sorte Bet, que agora mantém apenas o patrocínio ao Goiás. Segundo apuração da Máquina do Esporte, a empresa estaria insatisfeita com os resultados obtidos com os patrocínios esportivos e decidiu focar em outras áreas. O contrato do Bahia previa R$ 40 milhões por temporada, até o final de 2026.

O Internacional rescindiu o contrato com a Alfa após dois meses sem receber pagamentos. A mesma empresa já havia encerrado vínculo com o Grêmio, embora ambos tivessem contrato até o final de 2027, com acordos anuais de R$ 50 milhões. Para a estreia do Gauchão contra o Novo Hamburgo, no domingo (11), o Inter jogará com a camisa limpa, sinalizando que busca um novo parceiro.

O Coritiba também perdeu seu patrocinador. A Reals avisou em dezembro que não renovaria. O Coxa ainda utilizou a marca contra o Foz do Iguaçu na estreia do Campeonato Paranaense, mas segue em busca de um novo parceiro comercial.

Santos, Vasco e outras mudanças

O Vasco encerrou o contrato com a Betfair no final de 2025, que não foi renovado. A empresa deixou a Série A, sendo substituída pela Betnacional na camisa do Cruzeiro, ambas pertencentes ao grupo Flutter Brazil.

O Santos rescindiu amigavelmente o contrato com a 7K, que iria até abril de 2027. A mesma empresa pode deixar o Mirassol, mas deve manter o vínculo com o Vitória, devido à boa relação com a diretoria e ao desempenho do clube baiano na última temporada.

Impactos no mercado

A entrada das casas de apostas aumentou significativamente os valores pagos aos clubes, mas o cenário agora exige maior cautela nos investimentos. Executivos afirmam que empresas de outros setores não oferecem valores próximos aos pagos pelas plataformas de apostas, e novas negociações devem ser mais contidas.

Além disso, o aumento da tributação sobre o setor, que passará de 12% para 15% sobre a receita bruta das empresas de apostas (GGR) de forma escalonada até 2028, torna o fechamento de novos contratos mais desafiador. A medida foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Lula, no final de dezembro.

Publicidade

Publicidade