A temporada de 2025 terminou com um estrondo, e o Brasileirão 2026 surge como um campeonato que rompe padrões recentes e resgata velhas dinâmicas, ao mesmo tempo em que abre espaço para novidades históricas. O futebol brasileiro, conhecido por sua imprevisibilidade, viu sua geografia esportiva sofrer um verdadeiro terremoto.
Nos últimos anos, o Nordeste havia vivido uma era de afirmação, impondo respeito e acumulando protagonismo. Mas o pêndulo, desta vez, despencou para o Sul do mapa. As quedas simultâneas de Fortaleza, Ceará e Sport, três pilares da região, configuraram o golpe mais duro à representatividade nordestina na década. De uma pluralidade vibrante, restou agora a resistência de Salvador como último reduto.
Enquanto o Nordeste lambe as feridas, o Sul ressuscita com vigor. A Série B de 2025 funcionou como plataforma de lançamento: Athletico, Coritiba e Chapecoense retornaram juntos. Paraná e Santa Catarina recuperam peso e equilibram novamente a balança com o Sudeste, que mantém sua força tradicional.
E é justamente no extremo oposto do mapa que surge a manchete mais saborosa: o Norte voltou à elite. Após 31 anos de ausência, o Remo ressurgiu como fenômeno emocional e esportivo, empurrado por uma torcida que nunca abandonou o sonho. O Leão Azul recoloca Belém, e toda a região, no centro do futebol nacional.
Os 20 clubes da Série A de 2026
Norte: O Fenômeno Azul renasce
Remo (PA) – O retorno monumental do Leão Azul devolve identidade nacional ao campeonato. Belém promete atmosferas intensas, com a torcida atuando como protagonista na luta pela permanência.
Nordeste: Apenas Salvador resiste
A queda do trio Fortaleza–Ceará–Sport reduziu a presença nordestina à rivalidade centenária da capital baiana.
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Bahia (BA) – Sustentado pelo Grupo City, carrega a responsabilidade de representar a região com competitividade e ambição.
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Vitória (BA) – O Barradão segue como caldeirão rubro-negro, mantendo viva a chama do Nordeste na elite.
Sul: A grande retomada
A região foi a maior vencedora de 2025, garantindo três acessos e somando cinco clubes entre os 20.
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Athletico (PR) – De volta à elite, armado de estrutura e protagonismo.
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Coritiba (PR) – Campeão da Série B, o Coxa retorna com moral e reencontra o rival no clássico “Atletiba”.
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Chapecoense (SC) – Ressurge com sua tradicional narrativa de superação e promete ser pedra no sapato dos favoritos.
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Grêmio (RS) – Um dos gigantes eternos, sempre mirando títulos.
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Internacional (RS) – Escapou do rebaixamento no último suspiro e tenta reconstruir a confiança para 2026.
Sudeste: A hegemonia de sempre
Com 12 representantes, o Sudeste permanece como o centro gravitacional do Brasileirão.
São Paulo
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Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo – Os quatro colossos paulistas garantem clássicos intensos e disputas ferozes.
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Red Bull Bragantino – Modelo empresarial consolidado, sempre competitivo.
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Mirassol – A surpresa duradoura do interior paulista, reforçando que planejamento vence tradição.
Rio de Janeiro
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Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco – O Rio vive um raro alinhamento dos quatro grandes na Série A, colocando o calendário de clássicos cariocas em ebulição.
Minas Gerais
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Atlético-MG – Estrutura, elenco e ambição de candidato ao título.
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Cruzeiro – Em estabilidade técnica e administrativa, mira voos mais altos e a recuperação definitiva de seu protagonismo histórico.




