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Leila rebate Abel, assume responsabilidade por má fase do Palmeiras e reforça desejo de renovar com o técnico

Em meio a cinco jogos sem vitória no Brasileirão e ao turbilhão de críticas de Abel Ferreira à arbitragem, Leila Pereira adotou um tom bem diferente. Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (26), a presidente do Palmeiras foi firme ao afirmar que a fase ruim do time não passa pelos árbitros, mas, sim, pela própria incapacidade do clube dentro de campo.

“Não acredito que nós não vencemos nesses últimos cinco jogos por causa de arbitragem. Eu não posso terceirizar a responsabilidade que é nossa. Nós não vencemos por responsabilidade nossa, por incapacidade nossa”, declarou Leila.

A mandatária reforçou que reclamações contra a arbitragem não fazem parte de sua linha de gestão e que os problemas enfrentados pelo Verdão são comuns a todos os clubes.

“Não concordo e não gosto. Vocês me veem muito pouco falar sobre arbitragem, sobre calendário. Essa dificuldade não é só do Palmeiras. Os erros da arbitragem não acontecem só com o Palmeiras”, completou.

Leila ainda deixou claro quem fala oficialmente pela instituição:

“Vou falar claramente: quem está falando é a presidente do Palmeiras, e quem fala pelo Palmeiras é somente a presidente. Não vencemos por incapacidade nossa e estamos cientes disso. E vamos trabalhar para superar essas dificuldades.”

O contraponto de Abel

A fala da presidente veio um dia após Abel Ferreira voltar a disparar contra a arbitragem, após a derrota por 3 a 2 para o Grêmio. Segundo o português, “muita coisa mudou” desde o clássico contra o São Paulo, marcado por lances polêmicos.

Ele chegou a citar um pênalti não marcado que, em sua visão, poderia ter alterado o rumo recente da equipe.

“O ‘se’ não existe… mas se aquele pênalti tivesse sido marcado, o nosso goleiro ia defender e nós iríamos virar para 3 a 2, e não tinha acontecido tudo o que aconteceu até agora.”

Renovação à vista

Apesar do choque de discursos, Leila reiterou total confiança no treinador e revelou que já existe um acerto verbal para sua permanência. O contrato atual de Abel termina no fim deste ano, mas a presidente pretende estendê-lo até dezembro de 2027, prazo que coincide com o fim de seu mandato.

“Verbalmente, está tudo certo. Independentemente do resultado da Libertadores, é meu desejo a continuidade do meu treinador e do meu diretor de futebol até dezembro de 2027”, reforçou durante o Summit CBF Academy.

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