A dramática classificação da República Democrática do Congo para a repescagem da Copa do Mundo de 2026, após vencer a Nigéria nos pênaltis, poderia ter terminado apenas como mais um capítulo emocionante das Eliminatórias. Mas o desfecho ganhou contornos de polêmica, e até sobrenaturais.
Logo após a última cobrança, o técnico das “Águias”, Éric Chelle, perdeu o controle e avançou em direção ao banco de reservas congolês, visivelmente indignado. Minutos depois, explicou o motivo: segundo ele, um membro da comissão técnica adversária teria recorrido ao vodu durante toda a disputa.
“Durante toda a disputa de pênaltis, o cara da República Democrática do Congo estava fazendo vodu. Toda vez, toda vez, toda vez. Por isso eu fiquei um pouco nervoso”, acusou Chelle, ainda inflamado.
De acordo com o treinador, o integrante da RD Congo teria balançado insistentemente uma garrafa de água para “azarar” os batedores nigerianos, e, no fim, três jogadores das Águias desperdiçaram suas cobranças. Ao tentar explicar o gesto, Chelle levantou o braço no ar, reproduzindo o movimento que dizia ter visto: “Algo parecido com isso. Não sei se era água ou algo assim.”
“During all the penalties, the guy from DR Congo did some voodoo.”
Nigeria head coach Éric Chelle explains why tempers flared between him and the DR Congo staff at the end of the World Cup playoff final. pic.twitter.com/nMyTIcqlTT
— ESPN Africa (@ESPNAfrica) November 17, 2025
A seleção congolesa, por sua vez, negou categoricamente qualquer prática irregular.
Com a eliminação, a Nigéria, tricampeã africana e tradicional participante do Mundial, fica fora da Copa de 2026. Já a República Democrática do Congo segue viva e disputará a repescagem, mantendo aceso o sonho de retornar ao torneio após longos 52 anos.




