O julgamento do recurso da defesa de Bruno Henrique foi interrompido nesta segunda-feira (10) pelo STJD. O atacante do Flamengo tentava anular a suspensão de 12 jogos, aplicada após receber um cartão amarelo que teria beneficiado apostadores. O pedido de vista foi feito pelo auditor Marco Aurélio Choy, que seria o segundo a votar.
“Eu vou pedir vista, considerando a complexidade da questão”, disse Choy.
A expectativa é que uma sessão extraordinária seja marcada para quinta-feira (13), às 15h, quando o caso voltará a ser analisado pelos oito auditores restantes.
Voto do relator
Antes da interrupção, o relator Sérgio Furtado Coelho votou:
-
Absolvição no artigo 243-A do CBJD – atuar de forma contrária à ética desportiva
-
Condenação no artigo 191 – deixar de cumprir ou dificultar o cumprimento de obrigação legal, com multa de R$ 100 mil e sem suspensão de partidas
“O acervo probatório não demonstra de maneira inequívoca que Bruno Henrique atuou com a finalidade específica de manipular o resultado da partida”, afirmou o relator, ressaltando a necessidade de preservar a proporcionalidade sancionatória.
Histórico do caso
-
Data: 1° de novembro de 2023, derrota do Flamengo para o Santos por 2 a 1, no Mané Garrincha
-
Cartões: amarelo seguido de vermelho nos acréscimos
-
Investigações: operação da Polícia Federal e Ministério Público do Rio de Janeiro em novembro de 2024
-
Indiciamento: abril de 2025, por fraude (2 a 6 anos de prisão) e estelionato (1 a 5 anos)
Segundo as investigações, o irmão de Bruno Henrique, Wander Nunes Júnior, teria sabido que o jogador receberia o cartão e passado a informação a apostadores. Outros familiares também estão envolvidos no caso.




