A crise nos bastidores do Corinthians ganhou mais um capítulo nesta sexta-feira (17), com a saída conturbada do médico Dr. André Jorge, que até então chefiava o departamento médico do clube. Poucas horas após pedir demissão, o profissional veio a público e disparou contra o presidente Osmar Stabile, a quem acusou de minar seu trabalho e tomar decisões sem transparência.
Em entrevista ao GE, André revelou que a crise começou há cerca de dois meses, quando soube, de maneira informal, que o presidente havia contratado Ricardo Galotti, ex-São Paulo, para assumir seu lugar, sem qualquer aviso prévio ou conversa direta, nem mesmo com o executivo de futebol Fabinho Soldado, poupado das críticas.
“Há dois meses, o presidente Osmar entrou e contratou o médico do São Paulo (Ricardo Galotti) para assumir o meu lugar. Eu pedi demissão naquele dia porque foi tudo escondido, até mesmo do Fabinho”, afirmou André.
Segundo ele, Stabile justificou a contratação como um “pedido do grupo político do conselheiro Fran Papaiordanou”. O presidente ainda tentou conter a crise, reestruturando o departamento e mantendo André Jorge no cargo, mas o desgaste foi inevitável.
“De lá para cá, tem acontecido algumas coisas para me minar, alguns desmandos do meu trabalho”, relatou.
André também criticou a chegada de Galotti ao clube “no meio da temporada”, afirmando que o novo médico não conhecia os processos internos do departamento, mas foi imposto como “homem do presidente”.
A gota d’água, segundo o ex-chefe médico, foi a falta de renovação de seu contrato. Ao questionar Stabile, ouviu que o clube passava por dificuldades financeiras. Ele então deu um ultimato, que culminou em sua saída.
Apesar das críticas duras à diretoria, Fabinho Soldado foi exaltado:
“Dentro do Corinthians tem uma pessoa muito séria, que é o Fabinho. O Osmar não sabe absolutamente nada de futebol. Quem mantém o clube é o Fabinho”.




