O Fluminense está prestes a iniciar um novo capítulo em sua história centenária. A diretoria tricolor aprovou a proposta do banco BTG Pactual para transformar o clube em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), dando um passo importante rumo à modernização e sustentabilidade financeira. A decisão agora será levada à Assembleia Geral, onde os sócios terão a palavra final. A informação foi revelada pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Caso a proposta receba o sinal verde, o atual presidente do clube, Mário Bittencourt, deverá ser alçado ao cargo de CEO da nova SAF tricolor, garantindo assim sua continuidade no comando do futebol mesmo após o fim de seu mandato, que se encerra no final deste ano.
O processo será democrático: todos os sócios adimplentes terão direito a voto, e decidirão se aprovam ou não os termos para que o Fluminense se transforme em SAF. Atualmente, o clube conta com cerca de 59 mil associados, que serão peças-chave neste momento decisivo.
A proposta do BTG prevê a criação de um fundo exclusivo, que terá entre seus cotistas torcedores ilustres do clube, como André Esteves, proprietário do banco. A ideia é envolver a comunidade tricolor diretamente na nova estrutura empresarial, mantendo as raízes e a identidade do Fluminense mesmo com a mudança de gestão.
Para evitar ruídos e garantir uma comunicação clara e transparente com a torcida, o Fluminense contratou uma empresa especializada em comunicação estratégica. O objetivo é apresentar a proposta de forma detalhada e acessível, preparando o terreno para o grande debate entre os sócios.
A previsão é de que os detalhes da oferta do BTG comecem a ser divulgados em setembro, quando o clube iniciará oficialmente a campanha de apresentação do projeto.