Publicidade

Notícias

Presidente da CBF e deputada federal são alvos da PF em operação que investiga compra de votos em Roraima

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, a deputada federal Helena da Asatur (MDB-RR) e o marido dela, o empresário Renildo Lima, foram alvos de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal nesta quarta-feira, 30 de julho. A operação, chamada Caixa Preta, apura um suposto esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2024, em Roraima.

Agentes da PF estiveram na residência de Samir Xaud, em Boa Vista, e também na sede da CBF, no Rio de Janeiro. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 10 milhões das contas dos investigados. As apurações começaram após Renildo Lima ser preso durante o pleito de 2024 com R$ 500 mil em espécie. Parte do valor foi encontrada escondida em sua cueca, o que chamou atenção e deu início à investigação.

Apesar do envolvimento do nome do presidente da CBF, a entidade divulgou uma nota afirmando que a operação não tem qualquer relação com a instituição ou com o futebol brasileiro. Segundo a nota, Samir Xaud não é o foco central das investigações. O portal g1 tentou contato com as defesas de Samir, Helena e Renildo, mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem.

Samir Xaud, médico de formação e natural de Boa Vista, foi eleito presidente da CBF em maio deste ano, aos 41 anos, tornando-se o mais jovem a assumir o cargo. Esta é sua primeira experiência administrativa no futebol. Ele é filho de Zeca Xaud, presidente da Federação Roraimense de Futebol desde 1975.

A deputada Maria Helena Teixeira Lima, conhecida como Helena da Asatur, faz parte do mesmo partido e grupo político de Samir. Eleita em 2022 com mais de 15 mil votos, ela foi a única mulher de Roraima a conquistar uma vaga na Câmara dos Deputados. Empresária do ramo de transportes, Helena é sócia da Asatur, uma das maiores empresas do setor na região Norte. Declarou R$ 10 milhões em bens à Justiça Eleitoral. Seu marido, Renildo Lima, é o sócio majoritário da empresa, que também atua nos ramos de fretamento, turismo e táxi aéreo.

A Operação Caixa Preta também cumpriu outros sete mandados de busca e apreensão. O caso segue em investigação e pode trazer novos desdobramentos nos próximos dias, envolvendo nomes influentes da política e do cenário esportivo nacional.

Publicidade

Publicidade